Gláuks - Revista de Letras e Artes https://revistaglauks.ufv.br/Glauks <p>A <em>Gláuks - Revista de Letras e Artes</em> (ISSN 2318-7131) é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Publica artigos inéditos em português, francês, inglês e espanhol, além de resenhas, ensaios, entrevistas e traduções.</p> <p>A Gláuks está aberta à comunidade acadêmica, preferencialmente a alunos/alunas e professores/professoras de programas de pós-graduação no país e no exterior. Destina-se à publicação de trabalhos que possam contribuir para a formação e o desenvolvimento científico, além da atualização do conhecimento nas áreas específicas de Linguística, Literatura e Artes. </p> <p>Indexadores:</p> <p>Latindex, DOAJ, PKP, Google Acadêmico, WebQualis, WorldCat, EZB</p> <p> </p> pt-BR glauks@ufv.br (Marciana Ap. Hilario Pena Gonçalves) glauks@ufv.br (Marciana Ap. Hilario Pena Gonçalves) Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.13 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Mafalda entra no PEC-PLE https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/604 <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">O presente artigo aborda o uso de HQ da Mafalda (de Quino), gênero textual escolhido em mais de um idioma, inicialmente, para elaboração de atividades integrantes de Unidades Didáticas (UD) no âmbito do preparatório Programa Estudante-Convênio (PEC) – Português como Língua Estrangeira (PLE) voltado àqueles que se submeterão ao exame Celpe-Bras. Visando à aprovação de estudantes pequianos, os professores os preparam equitativamente nas quatro habilidades, nas quais aqueles serão avaliados, devendo alcançar um nível Intermediário (mínimo) para obterem a certificação. Sendo assim, de forma didática, criativa e lúdica, os docentes, desde os primeiros dias de contato, usam vários recursos no planejamento das aulas para que a aprendizagem do português seja exitosa. Algumas atividades são sugeridas – com a temática aniversário – no universo dos quadrinhos/das tirinhas da Mafalda e, a partir desse início, são propostos alguns percursos para o trato com a diversidade no ensino-aprendizado desse grupo específico, abrangendo espaços tanto interna quanto externamente à instituição acolhedora. A aprendizagem significativa (Moreira, 1999c), o Documento-base do exame Celpe-Bras (Brasil, 2020) e o emprego de HQ na escola (Carvalho; Ribeiro, 2018) são alguns dos aportes teóricos, com a respectiva discussão dos frutos dessa apropriação no âmbito do PEC-PLE.</span></span></p> Lílian Ramires Costa, Mônica Baêta Neves Pereira Diniz Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/604 Tue, 25 Aug 2026 00:00:00 -0300 "Nunca tive nenhuma aula de língua adicional com essa perspectiva" https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/614 <p>Este artigo analisa a formação docente proposta pela Segunda Habilitação em Português como Segunda Língua/Língua Estrangeira (PL2/LE) da Unicamp, com o objetivo de compreender, de um lado, os sentidos atribuídos pelos estudantes à experiência formativa e, de outro, os modos pelos quais se significam como futuros professores de Português como Língua Adicional. A partir de uma perspectiva qualitativo-interpretativista, o trabalho articula a análise do Projeto Curricular e relatos escritos por estudantes na primeira disciplina do curso, além de entrevistas gravadas com um aluno no penúltimo ano do curso e uma egressa. A análise é organizada em três eixos que apontam para: (1) deslocamentos nas concepções de língua e ensino; (2) aproximação entre teoria e prática; (3) constituição do professor-pesquisador sensível às diferenças linguístico-culturais. Os resultados sugerem uma formação docente alinhada à perspectiva de educação linguística ampliada (Cavalcanti, 2013), que fundamenta o Projeto Curricular.</p> Louise Hélène Pavan Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/614 Mon, 17 Aug 2026 00:00:00 -0300 A linguagem como prática social https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/597 <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre linguagem, identidade e inclusão no contexto educacional, compreendendo a linguagem como prática social que influencia a construção identitária e os processos de inclusão e/ou exclusão no ambiente escolar. A pesquisa é de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico, a partir de uma abordagem interdisciplinar, fundamentada em autores da sociolinguística, como William Labov (2008) e Marcos Bagno (2007); dos estudos discursivos, Mikhail Bakhtin (2000), Michel Foucault (1996) e Norman Fairclough (2001); e das teorias críticas da educação, Paulo Freire (1996) e Pierre Bourdieu (1998), articulando diferentes perspectivas teóricas para a compreensão da temática em estudo. Analisa-se como o uso da linguagem pode tanto reforçar desigualdades quanto promover reconhecimento e pertencimento, uma vez que a valorização da norma-padrão pode contribuir para a marginalização de sujeitos, enquanto práticas pedagógicas inclusivas favorecem o reconhecimento da diversidade linguística e cultural. O estudo organiza-se em três eixos: linguagem como prática social, construção da identidade e processos de inclusão. Conclui-se que a linguagem não apenas reflete identidades, mas também as produz, sendo fundamental nos processos de pertencimento social. Ademais, a promoção da inclusão depende do reconhecimento e a valorização das diferentes formas de expressão linguística, sendo fundamental a adoção de práticas pedagógicas dialógicas e críticas voltadas à valorização da multiculturalidade.</span></p> Marciana Aparecida Hilario Pena Gonçalves Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/597 Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300 Padrões lexicais e discursivos em textos gerados por inteligência artificial https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/592 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Este artigo discute criticamente padrões lexicais e discursivos documentados em textos produzidos ou mediados por grandes modelos de linguagem. A expressão </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>léxico algorítmico</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> é empregada, de modo operacional, como sinônimo de padrões lexicais em textos gerados por inteligência artificial, e não como designação de um repertório único, estável ou inerente a todos os sistemas. Trata-se de um estudo teórico-interpretativo, de abordagem qualitativa, baseado em revisão crítica da literatura e análise secundária de pesquisas empíricas com procedimentos explicitados. A comparação organiza-se em três eixos: recorrência e diversidade lexical; construção discursiva de autoridade; reprodução de vieses sociais. Os estudos examinados mostram que escolhas lexicais variam conforme modelo, versão, comando, parâmetros de geração, idioma, gênero textual e contexto de uso. Por isso, palavras ou fórmulas recorrentes constituem tendências situadas, não marcas universais de autoria algorítmica. A análise indica ainda que a fluência pode encobrir incerteza factual e que regularidades distribucionais podem reiterar assimetrias sociais presentes nos dados e nas práticas de avaliação. Por fim, propõe-se compreender a autoria em interações humano-máquina como processo distribuído, sem transferir ao sistema a responsabilidade epistêmica e ética pelo texto publicado.</span></span></p> Isabella Tavares Sozza Moraes, Maria Cecilia Casini Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/592 Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300 Relevância da distinção histórica entre os termos aquisição e aprendizagem no contexto educacional dos surdos https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/595 <p align="justify">O presente trabalho visa enfatizar a importância da aquisição da Libras como primeira língua (L1) pelos surdos, de maneira natural, em um ambiente que respeite sua cultura e identidade. Posteriormente, uma vez estabelecida essa base linguística, a aprendizagem da segunda língua (L2), o Português, poderá ocorrer a partir da L1 (Libras). Em resumo, a pesquisa pretende apoiar que os surdos precisam ter acesso à sua L1 para desenvolver a L2 na escola, uma vez que a mera inclusão não oferece a acessibilidade necessária para atender às suas necessidades de aquisição e aprendizagem (Capovilla, 2000; Strobel, 2009; Campello, 2011; Campello; Rezende, 2014). Utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica com uma abordagem qualitativa e a análise de produções acadêmicas disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES, com o propósito de identificar como os descritores “aquisição” e “aprendizagem” têm sido utilizados nos últimos anos no âmbito da surdez e quais são as tendências atuais nesse campo de estudo. Como resultados, percebe-se que os termos ainda são utilizados como sinônimos; no entanto, quando os autores discorrem sobre a educação dos surdos, há um enfoque na aquisição da Libras como L1 e no aprendizado do Português como L2.</p> Priscila Costa Sampaio, Bianca Sena Gomes Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/595 Tue, 18 Aug 2026 00:00:00 -0300 Documentar para incluir, não apagar: considerações metodológicas para a construção de corpora de sinais-termos especializados em Libras https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/609 <p>Este artigo apresenta o desenho metodológico desenvolvido em uma pesquisa de doutorado voltada à constituição de um corpus de sinais-termos matemáticos em Libras. Para isso, explicita uma arquitetura metodológica replicável para pesquisas que busquem documentar corpora terminológicos em Língua Brasileira de Sinais, articulando pesquisa documental multimodal, Linguística de Corpus, anotação videográfica, descrição fonético-fonológica e avaliação comunitária por professores Surdos. Defende-se que a construção de um corpus em Libras não deve ser compreendida como criação aleatória de sinais nem como instrumento de padronização impositiva, mas como documentação situada de repertórios já em circulação. Ao focalizar as três primeiras fases da pesquisa, o artigo mostra como cada decisão metodológica contribui para preservar a materialidade visual-espacial da Libras, reconhecer a variação linguística, valorizar a identidade Surda e preparar bases para futuras práticas pedagógicas inclusivas.</p> Rodrigo Geraldo Mendes Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/609 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 -0300