O Flâneur e a cidade moderna

REPRESENTAÇÕES DO RECIFE NA OBRA POÉTICA DE JOAQUIM CARDOZO

  • Wilck Camilo Ferreira de Santana Universidade Federal de Pernambuco
  • Sherry Morgana Justino de Almeida Universidade Federal Rural de Pernambuco
Palavras-chave: Poesia brasileira, Joaquim Cardozo, memória, cidade, Recife

Resumo

Este artigo busca analisar a figuração da cidade na poética de Joaquim Cardozo [1897-1978] considerando a dimensão modernista de sua obra. Para tal, realizamos um estudo acerca da cidade do Recife impressa na literatura com base na análise dialética de “Tarde no Recife” [1925], “Recife de Outubro” [1947] e “Recife Morto” [1924], todos eles publicados no volume Poemas (1947), tendo como aporte teórico crítico o pensamento de Berman (2007), Benjamin (1994), Bosi (2000), Chevalier & Gheerbrant (2015), Paz (1996) e Rezende (2008). Com isso, objetiva-se interpretar a cidade como um lugar de memória na qual a obra do autor funciona como um ato comunicativo de significativa relevância histórica de um sistema social marcado por um mundo mergulhado no progresso inexorável do capitalismo e, consequentemente, na reformulação do espaço, como uma perpétua mudança do tempo.

Biografia do Autor

Sherry Morgana Justino de Almeida, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Doutora em Teoria da Literatura, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora adjunta do curso de Letras do Departamento de Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Orientadora.

Referências

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Publicado
2020-02-12