Narrativas de vida e reflexões do professor como agente de letramento na escrita do Gênero diário

  • cecilia barbosa lins aroucha UFAL/Estudante IFPE/Docente
  • Lúcia de Fátima Santos, Dra UFAL/Docente
Palavras-chave: letramento, agente de letramento, narrativa de vida, gênero diário, professora-pesquisadora

Resumo

Neste artigo, temos como objetivo analisar como uma professora, assumindo o lugar de agente de letramento, reflete sobre as orientações adotadas ao propor atividades de produção de textos para alunos de uma turma do Curso Técnico de Computação do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Os dados analisados são diários escritos pela referida professora, após cada experiência de ensino vivenciada, entendidas como narrativas de vida. Trata-se de uma pesquisa em andamento, desenvolvida num contexto de autorreflexão sobre a prática docente, que adota como fundamentação os estudos do Letramento correlacionados com a concepção dialógica de linguagem do Círculo de Bakhtin. Os dados indicam que a escrita do gênero diário contribuiu para que a professora atuasse de modo responsivo sobre o trabalho realizado e ampliasse sua formação e atuação como agente de letramento.

Biografia do Autor

Lúcia de Fátima Santos, Dra, UFAL/Docente

Professora da FALE/UFAL.

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Publicado
2020-04-24