Como acompanhar um projeto transdisciplinar?
Contribuições de uma formação de professores para o concurso sobre educação ambiental FrancEcolab
DOI:
https://doi.org/10.47677/gluks.v26i02.617Palavras-chave:
formação de professores, transdisciplinaridade, educação ambiental, BNCCResumo
Este artigo apresenta uma experiência de concepção e realização de oficina de formação destinada a professores participantes do concurso pedagógico, linguístico e ambiental FrancEcolab Brasil, bem como a análise dos produtos dessa oficina. Os dados analisados consistem em um questionário inicial da formação e na transcrição de comentários feitos por uma professora durante as aulas. Baseamos nosso estudo nas contribuições da psicologia histórico-cultural vigotskiana (Vigotski, 1930/2025), do interacionismo sociodiscursivo (Dolz, 2016; Bulea; Bronckart, 2012) e da ergonomia e da clínica da atividade (Clot, 1999; Clot; Faïta et al., 2001). No que toca à pedagogia de projetos, apoiamo-nos em Perrenoud (1999), Reverdy (2013) e na abordagem do design thinking (Gonsales, 2014). Para tratar da Educação Ambiental, ampliamos a discussão com Krenak (2019; 2024) e Loureiro (2009). Os resultados discutem as potencialidades das fichas de acompanhamento de projeto, enquanto mediadoras da atividade docente. Além disso, por meio das verbalizações de uma professora com relação à vivência de um projeto transdisciplinar, observou-se, por um lado, que a motivação é um fator presente na realização do projeto com os alunos, uma vez que ela impulsiona a participação deles nas atividades; e, por outro, que a vivência de um projeto permite o desenvolvimento singular dos estudantes pela apropriação subjetiva de elementos do meio.
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