Avaliação e moralidade no julgamento de mulheres-mães – uma perspectiva crítica de análise do discurso jurídico
DOI:
https://doi.org/10.47677/gluks.v26i01.578Palavras-chave:
Encarceramento feminino, Maternidade, Moralidade, Análise do Discurso Jurídico, Sistema de AvaliatividadeResumo
O presente trabalho se debruça sobre questões femininas de maternidade e maternagem quando tratadas em decisões judiciais que envolvem a concessão de prisão domiciliar a mulheres-mães grávidas ou com filhos menores de 12 anos. A lei enquanto norma, enquanto forma de hierarquizar, avaliar e medir, faz com que as instituições jurídicas sejam reguladoras, conforme versa Foucault (1988). Desta forma, temos como objetivos identificar e analisar, sob uma perspectiva crítica, os discursos construídos nas decisões sob a ótica da avaliação e dos julgamentos que carregam em si aspectos morais sobre as mulheres-mães e refletir sobre os discursos hegemônicos a respeito de maternidade, maternagem e outros aspectos que são abordados nas leis e normas envolvidas na (não)concessão de prisão domiciliar e como são referenciadas pelos julgadores. Para isso, tomamos como base teórica textos sobre Avaliação e moralidade - WHITE (2004), MARTIN e WHITE (2005), NÓBREGA (2009) - Maternidade e maternagem -BADINTER (1985), BUTLER (2018 [1990]), MOURA e ARAUJO (2004), GRADVOHL, OSIS e MAKUCH (2014). Por meio da análise de acórdãos de dois processos, observamos que o texto jurídico salienta que o sujeito avaliador e julgador de uma relação judicializada não se revela imparcial nem sob o ponto de vista dogmático.
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